Quase Nada
   Filmes românticos prejudicam relações, diz pesquisa

Galerinha, me perdoe por ter abandonado meu filhote. O bicho tá pegando e larguei de mão o blog.

Mas bati o olho nessa matéria e lembrei do QN. É a cara dele. A fonte? BBC Brasil.

Enfim, foi só para tirar a teia de aranha. Pretendo voltar logo com meus posts diários. E tentar voltar ao tema F1, porque ainda faltam algumas fotos de Interlagos. Caso queiram, né? Se não quiserem, me avisem. Enfim, whatever. E comentem sobre essa brilhante pesquisa.

Saludos do DW

Assistir a comédias românticas ou ler revistas femininas e masculinas pode prejudicar a vida amorosa e afetiva, afirma uma pesquisa da Heriot-Watt University, em Edimburgo, divulgada nesta quarta-feira (17/12).

Segundo os cientistas do Laboratório de Relações Pessoais e de Família da universidade, os filmes e as revistas mostram situações idealizadas, distantes da realidade de seu público, criando expectativas que não serão correspondidas.

A equipe liderada pelos psicólogos Bjarne Holmes e Kimberly Johnson estudou 40 das comédias românticas mais assistidas entre 1995 e 2005, além das revistas, e concluiu que elas trazem um tema comum: a idéia de uma "alma gêmea", que estamos todos predestinados a conhecer e que deveria nos conhecer instintivamente tão bem que poderiam "quase ler nossas mentes".

Depois de estudar os filmes, os pesquisadores pediram a centenas de pessoas que respondessem a um questionário descrevendo suas crenças e expectativas sobre seus relacionamentos.

Segundo os cientistas, os fãs de filmes como "Mensagem para você", "O Casamento dos meus sonhos" e "Enquanto você dormia" normalmente não conseguem se comunicar efetivamente com seus parceiros. Para Holmes, as conclusões podem ter implicações profundas em nossas vidas.

"Terapeutas de casais vêem com freqüência casais que acreditam que os homens e as mulheres querem coisas bem diferentes de suas relações, que o sexo deve ser perfeito sempre, e que se uma pessoa foi 'feita para você', então ela vai saber o que você quer, sem que você precise comunicá-lo."

"Agora temos algumas evidências que sugerem que a mídia popular tem um papel em perpetuar essas idéias na mente das pessoas." Para Holmes, a pesquisa descobriu uma verdade pouco confortável: "o problema é que enquanto que a maioria de nós sabe que a idéia de um relacionamento perfeito não é realista, alguns de nós somos mais influenciados pelas imagens mostradas na mídia do que nos damos conta."

"Os filmes capturam a excitação de um novo relacionamento, mas eles também sugerem, erradamente, que a confiança e o amor comprometido existem a partir do momento em que as pessoas se conhecem, enquanto que essas qualidades, normalmente, levam anos para se desenvolver", diz Kimberly Johnson.

Os pesquisadores agora pretendem lançar uma pesquisa global sobre a influência da mídia nos relacionamentos, e pedem aos interessados que participem respondendo a um questionário pela Internet



Escrito por Douglas Willians às 01h32
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   QN na F1 (07) - O paddock

A Fórmula 1 vai muito além dos carros nas pistas a mais de 300 km/h. Principalmente quando se conhece seu 'circo'.

Sim, assim foi apelidada a caravana da categoria nos anos 60, quando os Grand Prix começavam a ganhar popularidade. Mas tempos depois, com o profissionalismo e a modernização, tudo mudou. O 'circo' virou tudo, menos 'circo'.

O 'picadeiro' da F1 mundo afora não são os traçados, mas sim os paddocks. Nada mais são do que a área restrita apenas a pilotos, mecânicos, engenheiros, convidados e imprensa em geral - me encaixo no último quesito.

Nas arquibancadas ou pela TV, é impossível ter a dimensão do paddock, da quantidade de pessoas ligadas ao automobilismo que parecem inatingíveis. Minha primeira experiência no setor, em 2005, foi algo surreal: após urinar no banheiro e lavar minhas mãos (sim, sou higiênico), vejo passar ao meu lado um cara de macacão vermelho. Pasmem: era um tal de Michael Schumacher.

A foto de Schumacher saindo do banheiro é uma de minhas relíquias de paddock. Não vou colocá-la aqui porque é aequivo pessoal, e espero ganhar algum dinheiro com ela.

Enquanto isso, deliciem-se com uma visão do paddock de quinta-feira, 30 de outubro de 2008, a domingo, 2 de novembro de 2008.

Paddock na quinta

Paddock na sexta

Paddock no sábado

E paddock no domingo...rs

*Nas fotos de quinta e domingo, não vi ninguém conhecido. Na sexta, achei na imagem Flavio Briatore, Ron Dennis e Lucas di Grassi. No sábado, é possível ver Niki Lauda junto a uma equipe de TV alemã. Alguém consegue achar? (no próximo post, imagens mais próximas...)



Escrito por Douglas Willians às 01h34
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   QN na F1 (06) - Questão de estilo

Demorei, mas voltei com minha série ''Fórmula 1''...

E embarco novamente na temática de comportamentos. No post anterior, vocês puderam notar a postura adotada por Lewis Hamilton às vésperas da decisão do Mundial. Agora, falemos de estilos de dois pilotos igualmente velozes, mas totalmente diferentes.

Confesso que gosto da forma como Felipe Massa se porta dentro do circo. Solícito e objetivo, o brasileiro se porta de uma maneira afável com todos que o abordam no paddock - desde que esse alguém não seja um jornalista xarope.

Ele é assim. Lewis Hamilton também é - isso quando não está decidindo um campeonato do mundo. Fernando Alonso igualmente (aliás, ao espanhol será dedicado um post à parte). Mas ele, o campeão do mundo de 2007, Kimi Raikkonen, é o avesso do avesso do avesso da Fórmula 1.

O finlandês tem um estilo próprio, totalmente despojado. Pouco se lixa se alguém critica sua forma de agir no paddock. Não curte aglomerações. Só quer viver a vida. Ama correr.

O problema é que Kimi levou tempo de Felipe, o boa praça. Raikkonen caiu na cotação da categoria, justamente por sua aparente displicência.

O que o finlandês acha disso? Dá de ombros, não se importa. Mas no mundo feroz da F1, imagem é tudo.

Um exemplo disso vi nesse último fim de semana do GP do Brasil, em Interlagos. Mais precisamente na sexta-feira, 31 de outubro de 2008.

Sem chance de título, Raikkonen parecia um holograma. Esquivava-se de tudo e todos. Odiava os compromissos publicitários. E se trombasse com ele pelo caminho, sem problema: Kimi o ignoraria. Abaixo, seu almoço. Vários fotógrafos (entre eles, esse que vos escreve). Entretanto, sem reação alguma. Estático. Parecìa um ilhado no meio da multidão.

Kimi em seu almoço: um poste é mais expressivo que ele

Massa, por sua vez, é a camaradagem em pessoa. Ao ver o pessoal da BMW-Sauber, que estava posicionado ao lado do box da Ferrari, parou, cumprimentou um a um, tirou fotos, sorriu. E isso porque disputaria o título mundial dois dias depois!

Massa distribuindo sorrisos com o pessoal da BMW-Sauber

Nada mais normal, afinal, Felipe corria para a antiga Sauber até 2005. Mas Kimi estreou na categoria na Sauber! O finlandês não fez nada parecido com o brasileiro!

Questão de estilo, certo? Tudo bem. Isso funcionava até Kimi mandar a bota. Em 2008, isso não ocorreu. Das duas uma: ou ele volta a andar, ou seus dias na F1 serão vazios quanto sua postura no circo...



Escrito por Douglas Willians às 02h07
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   QN na F1 (05) - No jogo psicológico, goleada de Massa

Hamilton e Massa na TV de plasma da sala de imprensa de Interlagos, durante entrevista na quinta-feira, 30 de outubro

Se o duelo de Senna e Prost, 20 anos antes, empolgou pela tiroteio psicológico, o embate entre Lewis Hamilton e Felipe Massa foi marcado pela postura firme do brasileiro e pelo comportamento um tanto estranho do inglês de 23 anos. Hamilton parecia alguém que não era na coletiva de imprensa da FIA, quinta-feira, 30 de outubro, no Autódromo de Interlagos.

Após acompanhar um dos compromissos de Massa em São Paulo, no Hotel Transamérica, me desloquei, junto da equipe de A Tribuna, para o circuito. Chegando lá, o cenário era aterrorizante para um profissional: a sala de coletivas de Interlagos estava abarrotada de jornalistas do mundo todo.

Pus o pescoço para dentro, mas nem me arrisquei. Deu para observar os dois postulantes ao título na primeira fileira. Acima, os brasileiros Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello (que, para não pagar uma pesada multa para a FIA, foi obrigado a comparecer), além de David Coulthard, que se aposentaria após o GP do Brasil.

Ali, Massa aparentava-se extremamente confiante em sua capacidade, diferentemente do seu rival. E de fato, o brasileiro nada tinha a perder. Afinal, o pior que lhe poderia acontecer era sair com o vice-campeonato, posição que já estava assegurada pelo ferrarista.

Hamilton, por sua vez, se encontrava na mesma situação do ano anterior: com sete pontos de vantagem sobre o piloto da Ferrari. Em 2007, Kimi Raikkonen o derrotou por um mísero ponto.

Desta vez, a empolgação apresentada pelo inglês durante o GP do Brasil de 2007 deu lugar a uma postura defensiva. O piloto da McLaren estava insosso na coletiva, enquanto Massa estava vibrante. Naquela entrevista, notei o brasileiro muito forte e o inglês acuado. Nem parecia que a vantagem era de Hamilton.

Todos já sabemos o que se deu na pista. Mas, no jogo psicológico, Massa ganhou de Hamilton de goleada...



Escrito por Douglas Willians às 00h29
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   QN na F1 (04) - Nada de novo

Confesso que a quinta-feira, 30 de outubro de 2008, foi um dia deveras especial para o rapaz que vos escreve.

Vinte anos atrás, assisti, com meus pequenos olhos, a conquista do título mundial de Ayrton Senna no GP do Japão, em Suzuka, numa atuação memorável do piloto brasileiro.

Mal sabia eu que, duas décadas depois daquele especial acontecimento, iria estar diante da história da F1. Literalmente.

Logo de manhãzinha, coletiva de imprensa da Shell. Mais uma vez, com os pilotos da Ferrari, Felipe Massa e Kimi Raikkonen. Admito que foi a mais fraca entrevista que acompanhei das promovidas pela petrolífera desde 2005. Naquele ano, o mundo queria saber se Michael Schumacher iria se aposentar. Apesar das especulações, nada feito.

Em 2006, Schumacher disputava o título e já havia anunciado sua retirada da categoria. Uma multidão se acotovelou no Teatro Alpha do Hotel Transamérica para ouvir a última entrevista promocional do alemão como piloto de F1. Foi quando ocorreu o célebre lance do Repórter Vesgo com a Tartaruga Rubens.

Felipe Massa, em sua pouco aproveitável apresentação na coletiva da Shell... (ou era eu que estava com sono?)

Ano passado, Kimi e Felipe buscavam os títulos de pilotos e construtores. Este ano, a história se repetiu. Porém, diferentemente de 2007, era o brasileiro, e não o finlandês, o postulante ao título. Como o brasileiro concedeu diversas entrevistas durante a semana do GP de Interlagos, nada de bombástico foi declarado.

Ao menos, não falaram nada sobre cueca da sorte. Apenas se Kimi tinha um ídolo na F1 (a resposta foi um seco ''não'') e se o campeão do mundo não curtia o Brasil e seus lugares, como Rio, Bahia e "Floripa" (reconheço que gargalhei quando ouvi a entrevistadora citando o diminutivo da capital catarinense para o finlandês). Em tempo: ele respondeu que, acabando a corrida, voltava direto para a Europa.

Só deixaram de perguntar se Kimi gostava de caipirinha...

P.s.: No sábado, ou seja, amanhã, se tudo correr bem, falo da coletiva da FIA na quinta-feira, 30 de outubro, em Interlagos. Essa sim foi muito mais bacana. Até mais!



Escrito por Douglas Willians às 02h26
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   QN na F1 (03) - Pneu para decoração

O Mundial de Fórmula 1 de 2008 chegou ao seu final. E a era dos pneus raiados, que predominou na categoria desde 1998, saiu de linha após a disputa do GP do Brasil, em Interlagos.

Dessa forma, os pneus utilizados pelos bólidos na temporada recém-encerrada estão fora de linha. Abaixo, seu último evento, na quarta-feira, 29 de outubro de 2008, no Clube de Golfe São Paulo.

O pneu, às vésperas da aposentadoria, com as pneuzetes

Por isso mesmo, a Bridgestone, fornecedora dos compostos para as 10 equipes da Fórmula 1, está se desfazendo das futuras peças de museu.

Aqui no Brasil, o site B1, da empresa japonesa, está fazendo um concurso para sortear um pneu de F1.

Mas afinal, o que você faria com um pneumático utilizado na categoria máxima do automobilismo? O Flavio Gomes colocaria como mesa de centro na sala. Eu ainda não sei, mas confesso que a mesa de centro me deixou com água na boca, junto com alguns puffs vermelhos e uma banheira branca ao fundo...



Escrito por Douglas Willians às 11h58
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   QN na F1 (02) - David Coulthard no buraco

"Coulthard fumando" - frase do Gentili que não foi ao ar

David Coulthard parou. Mas ao menos avisou que iria parar. Nas pistas, não fará falta. Fora dela, sim, pois sua fama de conquistador e de animador de paddock fez história.

Como piloto, o escocês ganhou 13 corridas, graças, sobretudo, a ter sentado em carros como Williams-Renault e McLaren-Mercedes. Aliás, Coulthard elegeu o bólido de 1995 do time de Frank Williams o melhor que pilotou.

Todavia, David jamais foi um fora de série. Era irritantemente fraco na hora de decidir a vida na pista. Tanto que Mika Hakkinen, Damon Hill, Kimi Raikkonen e tantos outros o deixaram para trás. Na Red Bull não foi diferente. O time fez de David um tremendo relações públicas que levava tempo de Mark Webber constantemente.

Melhor deixar a corneta de lado. Na sua derradeira exibição como piloto, David louvou sua carreira. Estava feliz. Na quarta-feira, 29 de outubro, o escocês expressou sua felicidade. Brincou com todos, distribuiu sorrisos e atendeu a imprensa de forma simpática e afável

Também disse que era o momento para sair. Para mim, demorou: deveria ter se aposentado há uns três anos, quando deixou a McLaren e foi para a Red Bull. Ainda bem que sua prova em Interlagos não passou de 500 metros. Senão, precisaríamos ficar atentos com sua peripécia final.

It´s over, David. A F1 agradece.

P.s.: Coulthard será consultor da Red Bull ano que vem. Vamos ver no que isso vai dar. Risadas no paddock sim. Na pista, graças a Deus, não mais.



Escrito por Douglas Willians às 01h03
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   QN na F1 (01) - A tacada certeira de Nelsinho

Pessoas. Eu sei que vocês já sabem de tudo. Devem ter gostado, odiado, curtido, xingado, enfim... Mas eu estava cansado desse furacão midiático que se chama Fórmula 1 depois de uma decisão de título mundial.

Por isso, esperei a poeira baixar um pouco para revelar o outro lado do que rolou durante da 18ª etapa do Mundial de 2008, o GP do Brasil, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Vamos voltar até quarta-feira, 29 de outubro de 2008. Coletiva da Bridgestone e a abertura do GP Brasil de Golfe. Um dos aguardados, Rubens Barrichello, não comparece, deixando no ar que seu futuro na categoria é incerto.

Nelsinho encara o batalhão de repórteres: tacada certeira na Renault em 2009

O outro, Nelsinho Piquet, compareceu. Até porque, apesar do ano irregular, parecia estar com a vaga assegurada na Renault. E assegurou, mesmo após o desastre que foi a prova em Interlagos para ele, o cockpit no carro francês. À época, ninguém sabia. Por isso, Nelsinho esteve diante de um enorme batalhão de jornalistas, entre eles, o rapaz que vos escreve.

Sozinho, encarou mais de 100 repórteres. Durante a coletiva de imprensa, o piloto respondeu pacientemente a todas as perguntas e superou um áudio terrível para se expressar (ele tirou de letra, mas a tradutora simultânea quase teve um treco com os ruídos malditos, ao berrar mais alto que Nelsinho, chamando a atenção de todos os presentes...).

Até Danilo Gentili, do CQC, entregou um Eparema para o estreante piloto.

Mas Nelsinho se livrou bem do assédio. Das perguntas escabrosas. Da ansiedade da mídia tupiniquim. Pelo visto, ao menos nesse quesito, o filho do tricampeão Nelson Piquet puxou a mãe, Katherine...

Amanhã (se tudo correr bem...): David Coulthard no buraco...



Escrito por Douglas Willians às 01h59
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   QN na decisão da Fórmula 1!

Bem amigos do Quase Nada!

Durante essa semana, falaremos direto de São Paulo, onde contaremos um pouco - ou quase nada - de tudo que cerca a decisão da temporada de 2008 da Fórmula 1.

Nesta quarta, uma partidinha de golfe. Na quinta, um bate-papo com os domadores do cavalinho italiano. A partir de sexta, dentro do Autódromo de Interlagos, onde tudo irá acontecer até domingo.

Aguardo vocês, dia após dia, nessa empreitada. Comentem e sugiram sobre o "lado b" da cobertura do GP do Brasil de Fórmula 1. Saudações!



Escrito por Douglas Willians às 22h41
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   A moda agora é lingerie com GPS!

O Quase Nada adora gente que utiliza sua inteligência em prol de coisas estapafúrdias. Essa eu confesso que não acreditei. Mas é verdade.

Cansado depois de ser traído constantemente, um corno mineiro pôs a massa cinzenta em ação para dar fim a esse mal. Qual invenção pode ser capaz de localizar a parceira onde quer que ela vá?

O mineiro pensou, pensou... Pensou muito... E... Eureka! Achou a solução! Criou a lingerie com sistema de GPS.

Boa notícia para os cornos, maus presságios para as galinhas...

Ahn? É isso mesmo. Esta foi a fórmula utilizada para sanar com o problema dos chifres. A idéia foi patenteada no Brasil pela empresa mineira Lindelucy, durante a feira Só Para Mulheres, que acontece nesse final de semana, em São Paulo, com o slogan "Ache-me se for capaz".

O conjunto (sutiã e calcinha) possui um localizador que permite aos parceiros de aventuras localizá-las com base nas coordenadas de latitude, longitude e altitude. O produto custa entre R$ 1.750,00 a R$ 2.500,00.

Caro leitor, você compraria esta indumentária para sua parceira? E nobre leitora, você usaria esta coleira do século 21?



Escrito por Douglas Willians às 02h44
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   Licença poética IV

Bem, meus queridos, i´m back!

Estava meio de saco cheio de colocar notas por aqui. É bom dar um break com essa interatividade cotidiana do século XXI. Um break sim, pois é impossível ignorar essa realidade. Enfim...

Diante desse panorama, me recordei de um texto fabuloso de um grande poeta. O genial Jorge Luis Borges tinha um dom espetacular, que era a consciência de utilizar cada palavra, cada oração. É o encaixe perfeito, uma busca incessante para quem mexe com vocábulos. Ele fazia isso facilmente. Em Instantes, o maior poeta argentino expõe como navegar é preciso.

À Borges, a menção:

"Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver
trataria somente
de ter bons momentos.
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.

Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo"

P.s.: Jorge Luis Borges morreu com 86 anos.



Escrito por Douglas Willians às 02h34
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   Coelhos sofrem ''apartheid'' em museu de Mandela

Coelhos são animais sorrateiros. Quem vê aquela carinha inocente e meiga do bichinho, mal sabe do que ele é capaz.Unidos, então, são capazes de dominar o mundo. Que o diga certos roedores sul-africanos.

 

Coelhos sul-africanos queriam protestar contra a falta de cenoura na África do Sul 

 

Indignados com o tratamento dado a eles, os animaizinhos se uniram para, na última terça-feira, protestarem no Museu de Robben Island. Nessa ilha da África do Sul, está localizada a cela onde Nelson Mandela foi mantido preso por 27 anos.

Visitado por diversos turistas que buscam conhecer o local onde Mandela ficou encarceirado, o museu teve de ser fechado para visitação por causa da invasão dos coelhos.

A questão é que o protesto foi em vão. Os funcionários do museu sacrificarão todos os bichos que ocuparam o local. Eles serão mortos para proteger a vegetação e as construções históricas do local, que é patrimônio da humanidade.

 

"A população atual (de coelhos) é tão grande que ameaça prejudicar de forma permanente a delicada vegetação da ilha e representa uma grave ameaça a outras espécies animais", disse Seelan Naidoo, presidente do museu, em um comunicado divulgado pela Agência Reuters. O dirigente disse desconhecer a quantidade exata de coelhos na ilha.

 

Assim que os animais forem sacrificados, será feito um programa de esterilização para manter a população de coelhos pequena e sustentável. O museu, que fica em frente à costa da Cidade do Cabo, ficará fechado entre 1º e 16 de novembro.

 

Fica aqui meu repúdio e minha condolências às almas dos coelhos que foram dizimados sem ao menos terem sido ouvidos...



Escrito por Douglas Willians às 02h14
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   Ulysses, o pai da Constituição

Bem, no último dia 5, completou-se 20 anos da promulgação da vigente Constituição da República Federativa do Brasil.

A data não foi muito lembrada em minha concepção, muito pelo fato de ter ocorrido, no último domingo, o primeiro turno das eleições municipais de 2008.

De todo modo, este blog não citará benesses ou artigos a serem revistos dentro da Constituição Brasileira. Mas sim, recordar daquele que é considerado o grande mentor para a publicação do novo regimento: o deputado Ulysses Guimarães.

O parlamentar do PMDB conduziu todo o processo com extrema decência. Em 1984, foi alcunhado de Senhor Diretas, pelo esforço que fez para o País ser reconduzido à democracia. Quatro anos depois, ele se via com a missão de enterrar de vez as regras impostas pelo regime militar.

Com falhas e acertos, com leis cumpridas e leis desrespeitadas, a Constituição de 1988 marcou de vez o regime democrático no Brasil. E esse homem teve uma postura digna e leal para com sua Pátria.

Abaixo, Ulysses mostra porque entrou na história política brasileira pela porta da frente:

Me recordo das históricas imagens de 5 de outubro de 1988. Mas, criança que eu era, não sabia da importância daquele ato. Vinte anos depois, o livro que celebra a libertação de um povo das garras de uma ditadura merecia ser mais celebrado - além de, obviamente, ser cumprido em sua essência e ser alterado em certos pontos.



Escrito por Douglas Willians às 02h56
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   Família encontra poupança milionária em parente morto

O Ministério da Saúde adverte: o Quase Nada não é adepto de textos sobre ''corpos encontrados mortos".

É bom deixar bem claro que não sou um cara mórbido, tampouco macabro. Tenho bom gosto, modéstia à parte. Mas essa notícia vale pelo conteúdo existente no defunto. Tenho estado preguiçoso, prometo caprichar mais adiante.

Por ora, fiquem com a reprodução do material da agência espanhola EFE.

''A família de um jovem argelino que morreu na Holanda, onde vivia, teve uma surpresa ao receber seu cadáver. Os parentes do rapaz encontraram 50 milhões de euros (cerca de R$ 148 milhões) dentro de seu corpo, segundo informa o jornal árabe Echourouk nesta segunda-feira (6 de outubro).

Supostos amigos do argelino, que também moravam na Holanda, encarregaram-se de enviar o corpo à família em Orán, no oeste da Argélia. Os amigos tinham se proposto a arcar com as despesas do funeral do rapaz.

A família ficou desconfiada quando descobriu sinais de suturas no cadáver. Diante das dúvidas sobre o estado do corpo e as causas da morte, depois que os supostos amigos desapareceram subitamente, os familiares alertaram as forças de segurança.

Na autopsia, descobriram que os órgãos do morto tinham sido removidos e, em seu lugar, colocados 50 milhões de euros em dinheiro.

A polícia investiga agora a origem do dinheiro, seu destino e a identidade dos autores da operação''.

O que preferes? Ganhar na Mega-Sena sozinho ou receber dos céus um presunto recheado de euros?



Escrito por Douglas Willians às 01h27
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   Corpo de brasileiro é encontrado morto em praia de Nova Iorque

Calma. Não pense você que fui o autor dessa obra-prima do jornalismo tupiniquim. Aprendi uma coisa com essa profissão: ler tudo o que se escreve antes de liberar um texto para publicação ou veiculação em meios de comunicação é fundamental.

Estava eu tentando arranjar um assunto interessante para esse blog. Eis que vejo algo que me chamou a atenção: um corpo foi encontrado morto. Bem, li como jornalista, pois a história, de fato, é trágica. Mas, tão trágico quanto o acontecimento em si, é o insano título da matéria.

''Corpo de brasileiro é encontrado morto em praia de Nova Iorque''

Ainda duvida? Então veja com seus próprios olhos: http://odia.terra.com.br/mundo/htm/corpo_de_brasileiro_e_encontrado_morto_em_praia_de_nova_iorque_203511.asp (até no link consta a pérola).

Pois é. Quando um corpo for encontrado vivo, por favor, noticiem também. O ineditismo é um dos pilares do jornalismo...

Todo o crédito, portanto, à edição online do jornal O Dia, do Rio de Janeiro. E ao Quase Nada, um Dom Quixote da Língua Portuguesa



Escrito por Douglas Willians às 02h01
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