Quase Nada
   QN na F1 (04) - Nada de novo

Confesso que a quinta-feira, 30 de outubro de 2008, foi um dia deveras especial para o rapaz que vos escreve.

Vinte anos atrás, assisti, com meus pequenos olhos, a conquista do título mundial de Ayrton Senna no GP do Japão, em Suzuka, numa atuação memorável do piloto brasileiro.

Mal sabia eu que, duas décadas depois daquele especial acontecimento, iria estar diante da história da F1. Literalmente.

Logo de manhãzinha, coletiva de imprensa da Shell. Mais uma vez, com os pilotos da Ferrari, Felipe Massa e Kimi Raikkonen. Admito que foi a mais fraca entrevista que acompanhei das promovidas pela petrolífera desde 2005. Naquele ano, o mundo queria saber se Michael Schumacher iria se aposentar. Apesar das especulações, nada feito.

Em 2006, Schumacher disputava o título e já havia anunciado sua retirada da categoria. Uma multidão se acotovelou no Teatro Alpha do Hotel Transamérica para ouvir a última entrevista promocional do alemão como piloto de F1. Foi quando ocorreu o célebre lance do Repórter Vesgo com a Tartaruga Rubens.

Felipe Massa, em sua pouco aproveitável apresentação na coletiva da Shell... (ou era eu que estava com sono?)

Ano passado, Kimi e Felipe buscavam os títulos de pilotos e construtores. Este ano, a história se repetiu. Porém, diferentemente de 2007, era o brasileiro, e não o finlandês, o postulante ao título. Como o brasileiro concedeu diversas entrevistas durante a semana do GP de Interlagos, nada de bombástico foi declarado.

Ao menos, não falaram nada sobre cueca da sorte. Apenas se Kimi tinha um ídolo na F1 (a resposta foi um seco ''não'') e se o campeão do mundo não curtia o Brasil e seus lugares, como Rio, Bahia e "Floripa" (reconheço que gargalhei quando ouvi a entrevistadora citando o diminutivo da capital catarinense para o finlandês). Em tempo: ele respondeu que, acabando a corrida, voltava direto para a Europa.

Só deixaram de perguntar se Kimi gostava de caipirinha...

P.s.: No sábado, ou seja, amanhã, se tudo correr bem, falo da coletiva da FIA na quinta-feira, 30 de outubro, em Interlagos. Essa sim foi muito mais bacana. Até mais!



Escrito por Douglas Willians às 02h26
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   QN na F1 (03) - Pneu para decoração

O Mundial de Fórmula 1 de 2008 chegou ao seu final. E a era dos pneus raiados, que predominou na categoria desde 1998, saiu de linha após a disputa do GP do Brasil, em Interlagos.

Dessa forma, os pneus utilizados pelos bólidos na temporada recém-encerrada estão fora de linha. Abaixo, seu último evento, na quarta-feira, 29 de outubro de 2008, no Clube de Golfe São Paulo.

O pneu, às vésperas da aposentadoria, com as pneuzetes

Por isso mesmo, a Bridgestone, fornecedora dos compostos para as 10 equipes da Fórmula 1, está se desfazendo das futuras peças de museu.

Aqui no Brasil, o site B1, da empresa japonesa, está fazendo um concurso para sortear um pneu de F1.

Mas afinal, o que você faria com um pneumático utilizado na categoria máxima do automobilismo? O Flavio Gomes colocaria como mesa de centro na sala. Eu ainda não sei, mas confesso que a mesa de centro me deixou com água na boca, junto com alguns puffs vermelhos e uma banheira branca ao fundo...



Escrito por Douglas Willians às 11h58
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   QN na F1 (02) - David Coulthard no buraco

"Coulthard fumando" - frase do Gentili que não foi ao ar

David Coulthard parou. Mas ao menos avisou que iria parar. Nas pistas, não fará falta. Fora dela, sim, pois sua fama de conquistador e de animador de paddock fez história.

Como piloto, o escocês ganhou 13 corridas, graças, sobretudo, a ter sentado em carros como Williams-Renault e McLaren-Mercedes. Aliás, Coulthard elegeu o bólido de 1995 do time de Frank Williams o melhor que pilotou.

Todavia, David jamais foi um fora de série. Era irritantemente fraco na hora de decidir a vida na pista. Tanto que Mika Hakkinen, Damon Hill, Kimi Raikkonen e tantos outros o deixaram para trás. Na Red Bull não foi diferente. O time fez de David um tremendo relações públicas que levava tempo de Mark Webber constantemente.

Melhor deixar a corneta de lado. Na sua derradeira exibição como piloto, David louvou sua carreira. Estava feliz. Na quarta-feira, 29 de outubro, o escocês expressou sua felicidade. Brincou com todos, distribuiu sorrisos e atendeu a imprensa de forma simpática e afável

Também disse que era o momento para sair. Para mim, demorou: deveria ter se aposentado há uns três anos, quando deixou a McLaren e foi para a Red Bull. Ainda bem que sua prova em Interlagos não passou de 500 metros. Senão, precisaríamos ficar atentos com sua peripécia final.

It´s over, David. A F1 agradece.

P.s.: Coulthard será consultor da Red Bull ano que vem. Vamos ver no que isso vai dar. Risadas no paddock sim. Na pista, graças a Deus, não mais.



Escrito por Douglas Willians às 01h03
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   QN na F1 (01) - A tacada certeira de Nelsinho

Pessoas. Eu sei que vocês já sabem de tudo. Devem ter gostado, odiado, curtido, xingado, enfim... Mas eu estava cansado desse furacão midiático que se chama Fórmula 1 depois de uma decisão de título mundial.

Por isso, esperei a poeira baixar um pouco para revelar o outro lado do que rolou durante da 18ª etapa do Mundial de 2008, o GP do Brasil, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Vamos voltar até quarta-feira, 29 de outubro de 2008. Coletiva da Bridgestone e a abertura do GP Brasil de Golfe. Um dos aguardados, Rubens Barrichello, não comparece, deixando no ar que seu futuro na categoria é incerto.

Nelsinho encara o batalhão de repórteres: tacada certeira na Renault em 2009

O outro, Nelsinho Piquet, compareceu. Até porque, apesar do ano irregular, parecia estar com a vaga assegurada na Renault. E assegurou, mesmo após o desastre que foi a prova em Interlagos para ele, o cockpit no carro francês. À época, ninguém sabia. Por isso, Nelsinho esteve diante de um enorme batalhão de jornalistas, entre eles, o rapaz que vos escreve.

Sozinho, encarou mais de 100 repórteres. Durante a coletiva de imprensa, o piloto respondeu pacientemente a todas as perguntas e superou um áudio terrível para se expressar (ele tirou de letra, mas a tradutora simultânea quase teve um treco com os ruídos malditos, ao berrar mais alto que Nelsinho, chamando a atenção de todos os presentes...).

Até Danilo Gentili, do CQC, entregou um Eparema para o estreante piloto.

Mas Nelsinho se livrou bem do assédio. Das perguntas escabrosas. Da ansiedade da mídia tupiniquim. Pelo visto, ao menos nesse quesito, o filho do tricampeão Nelson Piquet puxou a mãe, Katherine...

Amanhã (se tudo correr bem...): David Coulthard no buraco...



Escrito por Douglas Willians às 01h59
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