Quase Nada
   A moda agora é lingerie com GPS!

O Quase Nada adora gente que utiliza sua inteligência em prol de coisas estapafúrdias. Essa eu confesso que não acreditei. Mas é verdade.

Cansado depois de ser traído constantemente, um corno mineiro pôs a massa cinzenta em ação para dar fim a esse mal. Qual invenção pode ser capaz de localizar a parceira onde quer que ela vá?

O mineiro pensou, pensou... Pensou muito... E... Eureka! Achou a solução! Criou a lingerie com sistema de GPS.

Boa notícia para os cornos, maus presságios para as galinhas...

Ahn? É isso mesmo. Esta foi a fórmula utilizada para sanar com o problema dos chifres. A idéia foi patenteada no Brasil pela empresa mineira Lindelucy, durante a feira Só Para Mulheres, que acontece nesse final de semana, em São Paulo, com o slogan "Ache-me se for capaz".

O conjunto (sutiã e calcinha) possui um localizador que permite aos parceiros de aventuras localizá-las com base nas coordenadas de latitude, longitude e altitude. O produto custa entre R$ 1.750,00 a R$ 2.500,00.

Caro leitor, você compraria esta indumentária para sua parceira? E nobre leitora, você usaria esta coleira do século 21?



Escrito por Douglas Willians às 02h44
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   Licença poética IV

Bem, meus queridos, i´m back!

Estava meio de saco cheio de colocar notas por aqui. É bom dar um break com essa interatividade cotidiana do século XXI. Um break sim, pois é impossível ignorar essa realidade. Enfim...

Diante desse panorama, me recordei de um texto fabuloso de um grande poeta. O genial Jorge Luis Borges tinha um dom espetacular, que era a consciência de utilizar cada palavra, cada oração. É o encaixe perfeito, uma busca incessante para quem mexe com vocábulos. Ele fazia isso facilmente. Em Instantes, o maior poeta argentino expõe como navegar é preciso.

À Borges, a menção:

"Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver
trataria somente
de ter bons momentos.
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.

Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo"

P.s.: Jorge Luis Borges morreu com 86 anos.



Escrito por Douglas Willians às 02h34
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