Quase Nada
   A alegria da vitória - Santos FC, campeão paulista de 1955

Há pouco, lia a coluna do amigo José Carlos Gomes, o ídolo Passarinho, na edição deste domingo (15) do jornal A Tribuna de Santos. Ela tratava da conquista do título paulista do Santos FC de 1955. Hoje em dia, poucos devem se dar conta do que aquela suada vitória sobre o Taubaté por 2 a 1 significou. Além de dar término ao jejum de 20 anos sem títulos, marcou o início da gigante trajetória do Alvinegro.

O artigo do Passarinho me inspirou a fuçar a internet. De pronto, achei a cobertura realizada pelo Grupo Folha à época. Abaixo, reproduzo o texto de capa do jornal Folha da Manhã de 17 de janeiro de 1956 e a imagem da contracapa da Folha da Noite de 16 de janeiro de 1956.

A alegria da vitória

Ironizando rumores que correram entre torcedores maldizentes, rumores, aliás, que se podem justificar pelo desprezo que certos "líderes" esportivos dedicam à opinião pública, o famoso meia-direita Alvaro, do Santos FC, minutos depois de encerrada a dramática partida de domingo, comentou para o locutor Aurélio Campos mais ou menos isto: "imagine, doutor, se o Taubaté não estivesse 'amolecido'".

A vitória do Santos (que está sendo chamado de "O Leão do Mar" numa marchinha divulgada domingo à noite pelo rádio paulistano) foi na verdade a suada e magnífica vitória de um autêntico campeão sobre um bravo e leal adversário que só se declarou vencido quando o jogo chegou ao 90º minuto. E o ponto de partida para um "Carnaval" que, nem por estar engatilhado há duas semanas, deixou de ser absoluto e contagiante.

Ao apito final do juiz, a festa irrompeu no estádio com a instantaneidade de um tiro, ganhou de pronto a rua e tomou a costa da cidade. Santos inteira entregou-se a noite à alegria de haver arrebatado ao "trio de ferro" (Corinthians, São Paulo, Palmeiras), pela segunda vez em 20 anos, o título supremo do futebol de São Paulo. Multidão reunida, eufórica, no tradicional estádio "Urbano Caldeira", o célebre "alçapão", que desta vez não prendeu apenas uma simples vitória; prendeu foi um campeonato que ficará na história do nosso futebol. 

Hoje, 15 de janeiro de 2012, o Santos FC completa 56 anos de grandiosidade. No ano do Centenário Alvinegro, essa história não pode ser esquecida. Jamais!



Escrito por Douglas Willians às 13h22
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   Santos FC, um tri para libertar seu povo!

Localizada no coração do Gonzaga, um dos bairros mais tradicionais da cidade de Santos, a Praça Independência é o principal ponto de comemorações e festas populares do Município. Lá no monumento que reverencia os irmãos Andrada, há os seguintes dizeres:

'Santos, em nome do Brasil, seus filhos imortais, libertadores de um povo - 7 de setembro'

Nunca a Praça Independência foi tão santista como em 22 de junho de 2011. Seus seguidores se libertaram com alegria. A taça estava com eles. Parabéns Santos FC.



Escrito por Douglas Willians às 14h06
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   Trabalhos por aí (2)

Caderno de golfe publicado no jornal Brasil Econômico na edição de 31 de março de 2011. Fiz entrevistas com empresários, executivos e dirigentes da CBG sobre como é praticado o esporte e qual o momento da modalidade no País, além de mostrar os investimentos realizados em torno da prática por aqui. Confira:



Escrito por Douglas Willians às 21h39
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   Trabalhos por aí (1)

Caderno de rúgbi publicado no jornal Brasil Econômico na edição de 4, 5, 6, 7 e 8 de março de 2011. Fiz entrevistas com o presidente da CBRu e atletas. Material traz explicações sobre como é praticado o esporte e qual o momento da modalidade no País. Aqui:



Escrito por Douglas Willians às 20h31
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   O Rei do Futebol e o Jornalista Plebeu

*Texto publicado no Lérias & Lixos em 31 de outubro de 2010

A aura existente em torno de Edson Arantes do Nascimento provém totalmente do que ele fez gramados mundo afora. O Rei do Futebol, que se retirou dos campos há mais de 33 anos e completou 70 anos no último dia 23, ainda comove quem se aproxima dele. Ficar alheio diante do homem que encantou a bola é impossível. Até mesmo para quem precisa entrevistá-lo.

Era o Campeonato Brasileiro de 2005. Na Vila Belmiro, Santos e Corinthians fizeram um clássico pra lá de disputado. Vitória santista por 4 a 2, com direito a apresentação memorável de Giovanni no retorno de Robinho, recém-vendido para o Real Madrid, da Espanha. Mas a maior estrela estava no camarote 31 do Estádio Urbano Caldeira.

Meu celular toca. A chefia avisa: “Douglas, o Pelé está no camarote. Precisamos que faça plantão no portão de acesso até lá”. Do outro lado do estádio, tentava visualizar o Negão. Lá estava ele. Ao final do primeiro tempo, tentei ingressar na área. Atravessei a Vila. Passei por torcedores santistas e corintianos para chegar ao portão dos camarotes.

Edson e sua eterna companheira

Tentei convencer o porteiro a entrar no local. Argumentei que havia uma equipe de TV no camarote vizinho ao do Rei. Nada feito. Liguei para a assessoria de imprensa do Santos. Em vão. Me indignei, mas não arredei pé. Esperei. Perdi grande parte dos gols do clássico. Mas o jogo ficou em segundo plano.

O porteiro, talvez por compaixão, me observa e avisa: “Garoto, acenarei com a mão quando o Pelé estiver saindo daqui”. Acenei positivamente para ele. Aguardei. Os minutos passaram. Corriam 38 minutos do segundo tempo no rádio onde acompanhava o duelo quando o porteiro mexe a mão. Era o Rei.

Apenas eu o aguardava. Espantosamente, não havia nenhum jornalista no portão. Edson Arantes do Nascimento aponta na rua e, surpreendentemente, inicia uma corrida. Grito: “Pelé! Pelé! Uma entrevista Pelé!”. O Rei leva um tropeção, para e olha para mim. Ao observar meu gravador, me chama: “Vem garoto”.

A partir daí, o que acontece é surreal. Pelé coloca a mão no meu ombro e inicia uma corrida. Eu e o Rei, lado a lado, correndo em disparada do portão do camarote até o terreno onde deixou seu carro estacionado. Ao chegar lá, fala: “pronto, agora podemos conversar”.

Para ele, era mais um papo. Para mim, era a primeira entrevista com Pelé. Titubeei diante da aura do Rei. Gaguejei, confesso. Ele, porém, deixa qualquer um à vontade. Brinca, sorri e responde às perguntas de forma simpática. Falou de Robinho, de Giovanni (questionei-o se o Messias da Vila voltou a honrar a 10, eternamente do Negão) e entrou no carro. Despediu-se de maneira efusiva e deixou a Vila.

Outras entrevistas vieram, sempre marcantes e emocionantes para mim. Tenho todas gravadas. Em uma delas, entrei no camarote de Pelé. Conversamos (entrevistar Pelé é papear, aprendi depois) sobre Edílson Pereira de Carvalho e os jogos remarcados pela CBF. Edílson apitou Santos 4 x 2 Corinthians, aquele do início do texto e que foi anulado do torneio.

Caminhamos pelo camarote. Durante uma resposta, Pelé interrompe a fala: “Posso ver essa falta?”, pergunta o Rei. Quem sou eu para impedi-lo? Deixo o gravador ligado. Questiono: “Pelé, quem vai bater essa falta, Ricardinho ou Paulo César?”. Ele indica que é melhor para Ricardinho, canhoto. Na cobrança, Paulo César, destro, coloca a bola longe. O Rei reclama: “Falei que não era para ele”, lamentou.

Entramos no elevador e vamos em direção da saída do camarote. Assim que descemos, me assusto: um batalhão de jornalistas o aguarda. Impressionante. Os companheiros de imprensa se aproximam e eu fico ao lado do Rei. O saudoso fotógrafo Carlos Marques, de A Tribuna, registrou o momento. Eu (com cara de moleque, quanta saudade...) e Edson, o homem que aprendeu a lidar como poucos com a mitologia que cercará Pelé para sempre.

O Rei e eu



Escrito por Douglas Willians às 20h41
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   Sexo, drogas e álcool: o combustível para James Hunt ser campeão da Fórmula 1

*Texto publicado no Lérias & Lixos em 21 de outubro de 2010

 



O GP do Japão marcou a vida do playboy James Hunt. Foi no circuito de Monte Fuji que o inglês obteve a conquista do título mundial da Fórmula 1 de 1976. A corrida foi tensa e dramática. Então líder do campeonato, Niki Lauda, da Ferrari, abandonou a prova diante do dilúvio que assolava o traçado nipônico. Atrás do ferrarista na classificação, o piloto da McLaren partiu rumo ao sonho de ser campeão. Mas para isso, precisava correr riscos.

 

Arrojado, o inglês ignorou os carros à sua frente. Não tomou conhecimento dos rivais. A chuva ainda caía quando a bandeirada quadriculada foi dada. Hunt não sabia em que posição havia chegado. Ao entrar nos boxes, pensava que tinha finalizado em quinto lugar. Isso daria o título a Lauda. Foi quando Teddy Mayer, chefe da McLaren, comunicou ao inglês que ele tinha alcançado o terceiro posto. Embaixo do capacete negro, o galã abria um tremendo sorriso. O cetro da categoria era dele.

A etapa japonesa eternizou Hunt na história do automobilismo. O arrojo, a determinação e a obstinação do inglês foram fundamentais para chegar ao topo da Fórmula 1. Qual o segredo para o campeão chegar com sede de vitória em Fuji? A resposta está em ‘Shunt’, biografia de autoria de Tom Rubythorn.

A edição do dia 14 de outubro do jornal britânico Daily Mail revelou algumas das histórias que estão no livro. Sobre os bastidores da conquista de 1976, a reportagem concluiu: álcool (de destilados a fermentados), cigarros (dos mais variados) e sexo (muito sexo) foram os ingredientes que impulsionaram o piloto da McLaren na disputa pelo título.

Boêmio inveterado e viciado em bebidas e fornicação, o galã das pistas deixou a Inglaterra rumo ao Japão duas semanas antes da corrida de Monte Fuji. Foi a primeira prova da categoria máxima do automobilismo em solo japonês. Hunt desembarcou em Tóquio e se hospedou no hotel Hilton. Ele estava acompanhado do amigo Barry Sheene – curiosamente campeão mundial de motociclismo nas 500cc naquele mesmo ano.

33 aeromoças em duas semanas

Coincidentemente (ou não), Hunt e Sheene estavam hospedados no mesmo hotel que as comissárias de bordo da British Airways que passavam por Tóquio a serviço. Entre o check-in no Hilton à conquista do piloto da McLaren, 33 aeromoças estiveram na ‘festa’ – para não dizer ‘orgia’, nobre leitor – organizada pela dupla. Tudo era regado com álcool, maconha e cocaína.

Segundo o Daily Mail, o movimento era intenso no aposento do hotel de Tóquio. O entra-e-sai parecia interminável. Justificava a filosofia do ‘Hunt way of life’: “sex, the breakfast of champions” (ou “sexo, o café da manhã dos campeões”). O inglês cultuava esse estilo – tanto que chegou a levar um adesivo em seu macacão com os dizeres.

E esse karma foi seguido à risca nos boxes de Monte Fuji. No dia do GP do Japão, Hunt não se importou com os milhares de espectadores que lotavam as arquibancadas do circuito e urinou tranquilamente diante deles. Viciados em máquinas fotográficas desde que o mundo é mundo, os japoneses acompanharam o ‘desempenho’ do inglês. Quando encerrou a ‘mijadinha’, Hunt foi ovacionado.

Aliviando a tensão

Depois, o piloto da McLaren voltou aos boxes. E lá foi ele aliviar a tensão. Uma modelo japonesa desfilava pelo paddock e chamou a atenção do piloto, que a chamou para um box. Foi quando um jovem engenheiro chamado Patrick Head – atualmente um dos chefes da Williams – avistou uma cena inesperada: Hunt estava com o macacão arriado, e a japinha, digamos, ‘verbalizava’ com ele.

Este era um dos rituais do inglês nos momentos que precediam as corridas. O outro era o de vomitar imediatamente após entrar no cockpit – sua tensão era tamanha que lhe atacava o estômago. Mas tudo aconteceu conforme Hunt sonhava. O pódio em Monte Fuji lhe valeu o título. Iniciava-se então ‘oficialmente’ a festa do campeão do mundo.

Foi uma comemoração de arromba. Hunt foi convocado para uma celebração na embaixada britânica no Japão. O inglês encheu a cara. O mesmo aconteceu no voo de volta para a Inglaterra. O retorno aconteceu num avião fretado por Bernie Ecclestone (ele mesmo, o promotor da F1). O campeão bebeu durante as 12 horas do trajeto até o aeroporto de Heathrow, onde, embriagado, foi recepcionado por duas mil pessoas.

Curiosidade

O livro Shunt dá detalhes do casamento e divórcio com Suzy Miller, a sua primeira mulher. Suzy trocou Hunt pelo ator galês Richard Burton, recém-divorciado pela segunda vez da atriz norte-americana Elizabeth Taylor. Burton negociou com Hunt para que o piloto agilizasse a separação. A contraproposta do campeão? US$ 1 milhão, uma fortuna para a época (junho de 1976). O ator pagou sem pensar.



Perfil do campeão

James Simon Wallis Hunt nasceu em 29 de agosto de 1947. Disputou 93 GPs na Fórmula 1 e obteve 10 vitórias e 14 pole-positions. Abandonou a categoria máxima do automobilismo em 1979. Tentou entrar no mundo dos negócios, mas não foi bem-sucedido – Hunt foi à falência. O vício também o devastou. Passou por tratamento para combater o alcoolismo e a dependência em drogas (maconha e cocaína).

Morreu aos 46 anos no dia 15 de junho de 1993, vítima de um ataque cardíaco. À época, era comentarista de Fórmula 1 na BBC. Detalhe: estava livre do vício em drogas e álcool. Em toda a sua vida, suspeita-se de que tenha mantido relações sexuais com 5 mil mulheres – número para campeão nenhum colocar defeito.

Confira os melhores momentos do GP do Japão de 1976: 




Escrito por Douglas Willians às 23h51
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   Mancha no currículo? Não. O tri é incontestável

*Texto publicado em Lérias e Lixos em 14 de outubro de 2010

Bernardinho é chamado de covarde pela torcida italiana

Quando Leandro Vissotto cravou o ponto que deu o tricampeonato mundial de vôlei para o Brasil, a excitação tomou conta dos jogadores da seleção de Bernardinho em Roma. Mais uma vez, a hegemonia brasileira havia se destacado diante do planeta. Justamente quando ela tinha sido colocada em xeque, após a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Tudo muito bom, tudo muito bem... Não, definitivamente não. Nem tudo foram flores para a equipe de Vissotto, Murilo, Bruninho e cia.. Pela primeira vez desde que a era Bernardinho foi implantada no vôlei, em 2001, o time nacional foi contestado. Pior, não pelo que apresentou em quadra. A polêmica foi moral.

Vamos aos fatos: durante a segunda fase do Mundial da Itália, a seleção brasileira se viu diante de um dilema: vencer a Bulgária e encontrar na etapa seguinte os temíveis times de Cuba e Rússia ou perder para os búlgaros e medir forças com República Tcheca e Alemanha por um lugar nas semifinais.

Detalhe: encarar cubanos e russos significava viajar para Ancona e depois seguir para as finais em Roma, enquanto enfrentar tchecos e alemães já adiantava a ida para a capital italiana. Em resumo, vencer complicaria a vida do Brasil. Perder era o melhor negócio.

Bernardinho errou ao anunciar, antes do jogo contra os búlgaros, que seu time entraria para vencer. Foi seu único equívoco nessa questão. Horas depois, não usou Bruninho e Marlon, seus únicos levantadores. Improvisou Theo. Camuflou a manobra? De forma alguma.

Mas, dessa vez, perder valeu a pena. O Brasil perdeu para ganhar. Bernardinho fez o certo. O regulamento mequetrefe da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) permitiu essa possibilidade. Tudo foi feito para que brasileiros e a anfitriã Itália decidissem o Mundial. Porém, a derrota da seleção nacional diante de Cuba na fase inicial frustrou os planos italianos.

A queda diante dos cubanos acendeu o sinal amarelo no time brasileiro. A equipe se moldou durante a campanha. Enfrentar a talentosa seleção de Cuba antes de uma final poderia ser temeroso. Bernardinho foi astuto, a equipe auriverde entendeu o recado e se uniu pelo único propósito de uma competição de alto nível: vencer.

E que me perdoem os paladinos da justiça, mas tentar colocar uma mancha na incontestável conquista brasileira é encobrir um regulamento falho. A FIVB tem que rever seus conceitos. O Brasil teve que perder para ganhar. E ganhou. Esse é o fato. Ponto final – tal qual a cravada decisiva de Vissotto contra os cubanos.



Escrito por Douglas Willians às 13h14
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   Bem-vindo à essência da Fórmula 1

Em 12 de maio de 2002, descobri que a Fórmula 1 não era esporte, mas sim uma modalidade voltada ao entretenimento e aos negócios. Em Spielberg, no circuito de A1 Ring, Rubens Barrichello, Michael Schumacher, Ross Brawn e Jean Todt protagonizaram a maior pataquada da história da Fórmula 1. Uma vergonha às claras. Na linha de chegada, o brasileiro tirou o pé para deixar o alemão vencer. Era um absurdo. Não havia o porquê daquilo acontecer, afinal, era início de um campeonato em que a Ferrari era absoluta.

Ali, todos, em uníssono, falaram: "pensamos no time, trabalhamos pela equipe, a Ferrari está acima de qualquer ambição de pilotos". Ou seja: os interesses comandam a Fórmula 1. E o piloto é apenas uma engrenagem desse processo. Isso ficou bem claro a partir do GP da Áustria de 2002.

Mas dá para entender a Ferrari. Depois de passar por um longo jejum, a Scuderia viu duelos destrutivos impedirem a conquista de mais títulos. Foram os casos de 1982, com o confronto de Didier Pironi e Gilles Villeneuve, e em 1990, com Alain Prost e Nigel Mansell. A chegada de Schumacher instituiu a filosofia de 'um por todos, todos por um' em Maranello.

E a teoria surtiu efeito. Irvine carregou o piano de Schumacher por quatro anos (de 1996 a 1999). Em 1999, o alemão parecia mais próximo de tirar a Ferrari de uma fila que completaria ali 20 anos. O grave acidente de Schumi em Silverstone acabou com o sonho. Mas Irvine continuou sonhando com a taça. No retorno de Schumacher, na Malásia, o irlandês contou com a preciosa ajuda do alemão. Ali, em Sepang, entrou em ação o primeiro jogo de equipe às claras da Rossa.

A prática ganhou grandes proporções com a chegada de Barrichello ao time em 2000. O brasileiro auxiliou Schumacher em muitas conquistas. E isso estava em contrato. Essa exigência contratual fez história. Entre 2000 e 2004, a Ferrari ganhou tudo. A dupla era Michael e Rubens, mas o time era a Ferrari. Todos corriam pela cor, não pelo ideal próprio. Barrichello assinou e respeitou isso. Ganhou nove provas, foi vice-campeão do mundo por duas oportunidades e auxiliou a famiglia Ferrari a criar uma era.

Importava para Barrichello que Schumacher tinha regalias? No fundo sim. Mas estava lá assinado, ele se comprometeu a fazer isso. O que Rubens nunca entendeu - ou finge que não entende - é que, nessa filosofia pragmática, a Ferrari estará sempre em primeiro lugar, acima de qualquer piloto. Poderia ser Schumacher, Alex Yoong ou um mico: quem tivesse a responsabilidade de capitão do time teria que fazê-lo pela equipe, não por um mérito pessoal.

Isso mudou um pouco com a saída de Schumacher em 2006. Entre 2007 e 2009, a Rossa contou com Kimi Raikkonen e Felipe Massa. Direitos iguais. Mas quem se impusesse durante a temporada teria a primazia no time. Quando o finlandês despontou em 2007, o brasileiro ajudou-o - e muito. Cedeu a vitória no GP do Brasil para o companheiro se sagrar campeão. Em 2008, a situação se inverteu: foi Felipe quem se impôs. Kimi fez o seu papel de segundo piloto, mas não foi suficiente para ajudar o brasileiro a levar o caneco. No ano passado, o acidente do brasileiro na Hungria e a má-fase ferrarista impediram essa situação.

De A1 Ring a Hockenheim...

A filosofia foi mantida com a vinda de Fernando Alonso à Rossa. Aos trancos e barrancos, a Ferrari se vê atrás de Red Bull e McLaren. A primeira prova em que o time vermelho apareceu forte foi no GP da Alemanha, em Hockenheim. O fim de semana transcorreu de forma positiva para Fernando e Felipe. Tanto que o espanhol alinhou seu bólido em segundo, seguido pelo brasileiro.

Era a melhor perspectiva no ano. Sobretudo para o bicampeão, que confia num milagre para abocanhar o tri mesmo com a vantagem do líder Lewis Hamilton. Após 10 corridas, o inglês tinha 145 pontos, contra 98 do espanhol e 67 do brasileiro. Apesar da temporada contar com mais nove GPs até o fim do ano, é evidente que quem pode levar a Ferrari ao título é Fernando, não Felipe.

Massa fez uma bela largada, assumiu a liderança e dificilmente perderia a corrida deste domingo em Hockenheim. Mas, na prática, atrapalharia as pretensões do time no Mundial. Ele sabe disso. Alonso, nos seus calcanhares, queria e precisava da vitória mais do que o brasileiro. É chato abdicar de um triunfo? Certamente. Mas Felipe está na Ferrari, não importa o que ele pensa ou acha. A equipe está acima dele e de Fernando.

Não acho errada a conduta ferrarista. É uma opção que ela traçou desde a chegada de Schumacher e que tem se transformado em títulos. Mas fazer o público de trouxa ao querer acobertar as conversas via rádio foi seu maior deslize. Massa assumir que tirou o pé, o engenheiro Rob Smedley dizer que Felipe errou e Fernando falar que passou por estar mais veloz é chamar o mundo de imbecil.

Diferentemente de 2002, quando ninguém teve acesso ao áudio das conversas de Brawn, Todt, Barrichello e Schumacher, neste domingo todo mundo ouviu. Alonso falou que "era ridículo" disputar uma freada com Massa. Smedley deu o código para Felipe entender que precisava ser ultrapassado. Na sequência, o engenheiro pediu desculpas ao brasileiro. Todo mundo ouviu, não dá para esconder.

O regulamento da FIA condena isso. A Ferrari já foi multada em 100 mil dólares e pode sofrer mais sanções. No fim, vai ficar nisso. Se muito, a Scuderia perde os pontos dos Construtores. Alonso e Massa irão manter o que conquistaram na pista.

A vida vai continuar. A Fórmula 1 vai prosseguir. À espera de mais uma atitude considerada antidesportiva de uma modalidade que, definitivamente, nada tem de esporte.



Escrito por Douglas Willians às 15h27
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   Filmes românticos prejudicam relações, diz pesquisa

Galerinha, me perdoe por ter abandonado meu filhote. O bicho tá pegando e larguei de mão o blog.

Mas bati o olho nessa matéria e lembrei do QN. É a cara dele. A fonte? BBC Brasil.

Enfim, foi só para tirar a teia de aranha. Pretendo voltar logo com meus posts diários. E tentar voltar ao tema F1, porque ainda faltam algumas fotos de Interlagos. Caso queiram, né? Se não quiserem, me avisem. Enfim, whatever. E comentem sobre essa brilhante pesquisa.

Saludos do DW

Assistir a comédias românticas ou ler revistas femininas e masculinas pode prejudicar a vida amorosa e afetiva, afirma uma pesquisa da Heriot-Watt University, em Edimburgo, divulgada nesta quarta-feira (17/12).

Segundo os cientistas do Laboratório de Relações Pessoais e de Família da universidade, os filmes e as revistas mostram situações idealizadas, distantes da realidade de seu público, criando expectativas que não serão correspondidas.

A equipe liderada pelos psicólogos Bjarne Holmes e Kimberly Johnson estudou 40 das comédias românticas mais assistidas entre 1995 e 2005, além das revistas, e concluiu que elas trazem um tema comum: a idéia de uma "alma gêmea", que estamos todos predestinados a conhecer e que deveria nos conhecer instintivamente tão bem que poderiam "quase ler nossas mentes".

Depois de estudar os filmes, os pesquisadores pediram a centenas de pessoas que respondessem a um questionário descrevendo suas crenças e expectativas sobre seus relacionamentos.

Segundo os cientistas, os fãs de filmes como "Mensagem para você", "O Casamento dos meus sonhos" e "Enquanto você dormia" normalmente não conseguem se comunicar efetivamente com seus parceiros. Para Holmes, as conclusões podem ter implicações profundas em nossas vidas.

"Terapeutas de casais vêem com freqüência casais que acreditam que os homens e as mulheres querem coisas bem diferentes de suas relações, que o sexo deve ser perfeito sempre, e que se uma pessoa foi 'feita para você', então ela vai saber o que você quer, sem que você precise comunicá-lo."

"Agora temos algumas evidências que sugerem que a mídia popular tem um papel em perpetuar essas idéias na mente das pessoas." Para Holmes, a pesquisa descobriu uma verdade pouco confortável: "o problema é que enquanto que a maioria de nós sabe que a idéia de um relacionamento perfeito não é realista, alguns de nós somos mais influenciados pelas imagens mostradas na mídia do que nos damos conta."

"Os filmes capturam a excitação de um novo relacionamento, mas eles também sugerem, erradamente, que a confiança e o amor comprometido existem a partir do momento em que as pessoas se conhecem, enquanto que essas qualidades, normalmente, levam anos para se desenvolver", diz Kimberly Johnson.

Os pesquisadores agora pretendem lançar uma pesquisa global sobre a influência da mídia nos relacionamentos, e pedem aos interessados que participem respondendo a um questionário pela Internet



Escrito por Douglas Willians às 01h32
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   QN na F1 (07) - O paddock

A Fórmula 1 vai muito além dos carros nas pistas a mais de 300 km/h. Principalmente quando se conhece seu 'circo'.

Sim, assim foi apelidada a caravana da categoria nos anos 60, quando os Grand Prix começavam a ganhar popularidade. Mas tempos depois, com o profissionalismo e a modernização, tudo mudou. O 'circo' virou tudo, menos 'circo'.

O 'picadeiro' da F1 mundo afora não são os traçados, mas sim os paddocks. Nada mais são do que a área restrita apenas a pilotos, mecânicos, engenheiros, convidados e imprensa em geral - me encaixo no último quesito.

Nas arquibancadas ou pela TV, é impossível ter a dimensão do paddock, da quantidade de pessoas ligadas ao automobilismo que parecem inatingíveis. Minha primeira experiência no setor, em 2005, foi algo surreal: após urinar no banheiro e lavar minhas mãos (sim, sou higiênico), vejo passar ao meu lado um cara de macacão vermelho. Pasmem: era um tal de Michael Schumacher.

A foto de Schumacher saindo do banheiro é uma de minhas relíquias de paddock. Não vou colocá-la aqui porque é aequivo pessoal, e espero ganhar algum dinheiro com ela.

Enquanto isso, deliciem-se com uma visão do paddock de quinta-feira, 30 de outubro de 2008, a domingo, 2 de novembro de 2008.

Paddock na quinta

Paddock na sexta

Paddock no sábado

E paddock no domingo...rs

*Nas fotos de quinta e domingo, não vi ninguém conhecido. Na sexta, achei na imagem Flavio Briatore, Ron Dennis e Lucas di Grassi. No sábado, é possível ver Niki Lauda junto a uma equipe de TV alemã. Alguém consegue achar? (no próximo post, imagens mais próximas...)



Escrito por Douglas Willians às 01h34
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   QN na F1 (06) - Questão de estilo

Demorei, mas voltei com minha série ''Fórmula 1''...

E embarco novamente na temática de comportamentos. No post anterior, vocês puderam notar a postura adotada por Lewis Hamilton às vésperas da decisão do Mundial. Agora, falemos de estilos de dois pilotos igualmente velozes, mas totalmente diferentes.

Confesso que gosto da forma como Felipe Massa se porta dentro do circo. Solícito e objetivo, o brasileiro se porta de uma maneira afável com todos que o abordam no paddock - desde que esse alguém não seja um jornalista xarope.

Ele é assim. Lewis Hamilton também é - isso quando não está decidindo um campeonato do mundo. Fernando Alonso igualmente (aliás, ao espanhol será dedicado um post à parte). Mas ele, o campeão do mundo de 2007, Kimi Raikkonen, é o avesso do avesso do avesso da Fórmula 1.

O finlandês tem um estilo próprio, totalmente despojado. Pouco se lixa se alguém critica sua forma de agir no paddock. Não curte aglomerações. Só quer viver a vida. Ama correr.

O problema é que Kimi levou tempo de Felipe, o boa praça. Raikkonen caiu na cotação da categoria, justamente por sua aparente displicência.

O que o finlandês acha disso? Dá de ombros, não se importa. Mas no mundo feroz da F1, imagem é tudo.

Um exemplo disso vi nesse último fim de semana do GP do Brasil, em Interlagos. Mais precisamente na sexta-feira, 31 de outubro de 2008.

Sem chance de título, Raikkonen parecia um holograma. Esquivava-se de tudo e todos. Odiava os compromissos publicitários. E se trombasse com ele pelo caminho, sem problema: Kimi o ignoraria. Abaixo, seu almoço. Vários fotógrafos (entre eles, esse que vos escreve). Entretanto, sem reação alguma. Estático. Parecìa um ilhado no meio da multidão.

Kimi em seu almoço: um poste é mais expressivo que ele

Massa, por sua vez, é a camaradagem em pessoa. Ao ver o pessoal da BMW-Sauber, que estava posicionado ao lado do box da Ferrari, parou, cumprimentou um a um, tirou fotos, sorriu. E isso porque disputaria o título mundial dois dias depois!

Massa distribuindo sorrisos com o pessoal da BMW-Sauber

Nada mais normal, afinal, Felipe corria para a antiga Sauber até 2005. Mas Kimi estreou na categoria na Sauber! O finlandês não fez nada parecido com o brasileiro!

Questão de estilo, certo? Tudo bem. Isso funcionava até Kimi mandar a bota. Em 2008, isso não ocorreu. Das duas uma: ou ele volta a andar, ou seus dias na F1 serão vazios quanto sua postura no circo...



Escrito por Douglas Willians às 02h07
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   QN na F1 (05) - No jogo psicológico, goleada de Massa

Hamilton e Massa na TV de plasma da sala de imprensa de Interlagos, durante entrevista na quinta-feira, 30 de outubro

Se o duelo de Senna e Prost, 20 anos antes, empolgou pela tiroteio psicológico, o embate entre Lewis Hamilton e Felipe Massa foi marcado pela postura firme do brasileiro e pelo comportamento um tanto estranho do inglês de 23 anos. Hamilton parecia alguém que não era na coletiva de imprensa da FIA, quinta-feira, 30 de outubro, no Autódromo de Interlagos.

Após acompanhar um dos compromissos de Massa em São Paulo, no Hotel Transamérica, me desloquei, junto da equipe de A Tribuna, para o circuito. Chegando lá, o cenário era aterrorizante para um profissional: a sala de coletivas de Interlagos estava abarrotada de jornalistas do mundo todo.

Pus o pescoço para dentro, mas nem me arrisquei. Deu para observar os dois postulantes ao título na primeira fileira. Acima, os brasileiros Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello (que, para não pagar uma pesada multa para a FIA, foi obrigado a comparecer), além de David Coulthard, que se aposentaria após o GP do Brasil.

Ali, Massa aparentava-se extremamente confiante em sua capacidade, diferentemente do seu rival. E de fato, o brasileiro nada tinha a perder. Afinal, o pior que lhe poderia acontecer era sair com o vice-campeonato, posição que já estava assegurada pelo ferrarista.

Hamilton, por sua vez, se encontrava na mesma situação do ano anterior: com sete pontos de vantagem sobre o piloto da Ferrari. Em 2007, Kimi Raikkonen o derrotou por um mísero ponto.

Desta vez, a empolgação apresentada pelo inglês durante o GP do Brasil de 2007 deu lugar a uma postura defensiva. O piloto da McLaren estava insosso na coletiva, enquanto Massa estava vibrante. Naquela entrevista, notei o brasileiro muito forte e o inglês acuado. Nem parecia que a vantagem era de Hamilton.

Todos já sabemos o que se deu na pista. Mas, no jogo psicológico, Massa ganhou de Hamilton de goleada...



Escrito por Douglas Willians às 00h29
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   QN na F1 (04) - Nada de novo

Confesso que a quinta-feira, 30 de outubro de 2008, foi um dia deveras especial para o rapaz que vos escreve.

Vinte anos atrás, assisti, com meus pequenos olhos, a conquista do título mundial de Ayrton Senna no GP do Japão, em Suzuka, numa atuação memorável do piloto brasileiro.

Mal sabia eu que, duas décadas depois daquele especial acontecimento, iria estar diante da história da F1. Literalmente.

Logo de manhãzinha, coletiva de imprensa da Shell. Mais uma vez, com os pilotos da Ferrari, Felipe Massa e Kimi Raikkonen. Admito que foi a mais fraca entrevista que acompanhei das promovidas pela petrolífera desde 2005. Naquele ano, o mundo queria saber se Michael Schumacher iria se aposentar. Apesar das especulações, nada feito.

Em 2006, Schumacher disputava o título e já havia anunciado sua retirada da categoria. Uma multidão se acotovelou no Teatro Alpha do Hotel Transamérica para ouvir a última entrevista promocional do alemão como piloto de F1. Foi quando ocorreu o célebre lance do Repórter Vesgo com a Tartaruga Rubens.

Felipe Massa, em sua pouco aproveitável apresentação na coletiva da Shell... (ou era eu que estava com sono?)

Ano passado, Kimi e Felipe buscavam os títulos de pilotos e construtores. Este ano, a história se repetiu. Porém, diferentemente de 2007, era o brasileiro, e não o finlandês, o postulante ao título. Como o brasileiro concedeu diversas entrevistas durante a semana do GP de Interlagos, nada de bombástico foi declarado.

Ao menos, não falaram nada sobre cueca da sorte. Apenas se Kimi tinha um ídolo na F1 (a resposta foi um seco ''não'') e se o campeão do mundo não curtia o Brasil e seus lugares, como Rio, Bahia e "Floripa" (reconheço que gargalhei quando ouvi a entrevistadora citando o diminutivo da capital catarinense para o finlandês). Em tempo: ele respondeu que, acabando a corrida, voltava direto para a Europa.

Só deixaram de perguntar se Kimi gostava de caipirinha...

P.s.: No sábado, ou seja, amanhã, se tudo correr bem, falo da coletiva da FIA na quinta-feira, 30 de outubro, em Interlagos. Essa sim foi muito mais bacana. Até mais!



Escrito por Douglas Willians às 02h26
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   QN na F1 (03) - Pneu para decoração

O Mundial de Fórmula 1 de 2008 chegou ao seu final. E a era dos pneus raiados, que predominou na categoria desde 1998, saiu de linha após a disputa do GP do Brasil, em Interlagos.

Dessa forma, os pneus utilizados pelos bólidos na temporada recém-encerrada estão fora de linha. Abaixo, seu último evento, na quarta-feira, 29 de outubro de 2008, no Clube de Golfe São Paulo.

O pneu, às vésperas da aposentadoria, com as pneuzetes

Por isso mesmo, a Bridgestone, fornecedora dos compostos para as 10 equipes da Fórmula 1, está se desfazendo das futuras peças de museu.

Aqui no Brasil, o site B1, da empresa japonesa, está fazendo um concurso para sortear um pneu de F1.

Mas afinal, o que você faria com um pneumático utilizado na categoria máxima do automobilismo? O Flavio Gomes colocaria como mesa de centro na sala. Eu ainda não sei, mas confesso que a mesa de centro me deixou com água na boca, junto com alguns puffs vermelhos e uma banheira branca ao fundo...



Escrito por Douglas Willians às 11h58
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   QN na F1 (02) - David Coulthard no buraco

"Coulthard fumando" - frase do Gentili que não foi ao ar

David Coulthard parou. Mas ao menos avisou que iria parar. Nas pistas, não fará falta. Fora dela, sim, pois sua fama de conquistador e de animador de paddock fez história.

Como piloto, o escocês ganhou 13 corridas, graças, sobretudo, a ter sentado em carros como Williams-Renault e McLaren-Mercedes. Aliás, Coulthard elegeu o bólido de 1995 do time de Frank Williams o melhor que pilotou.

Todavia, David jamais foi um fora de série. Era irritantemente fraco na hora de decidir a vida na pista. Tanto que Mika Hakkinen, Damon Hill, Kimi Raikkonen e tantos outros o deixaram para trás. Na Red Bull não foi diferente. O time fez de David um tremendo relações públicas que levava tempo de Mark Webber constantemente.

Melhor deixar a corneta de lado. Na sua derradeira exibição como piloto, David louvou sua carreira. Estava feliz. Na quarta-feira, 29 de outubro, o escocês expressou sua felicidade. Brincou com todos, distribuiu sorrisos e atendeu a imprensa de forma simpática e afável

Também disse que era o momento para sair. Para mim, demorou: deveria ter se aposentado há uns três anos, quando deixou a McLaren e foi para a Red Bull. Ainda bem que sua prova em Interlagos não passou de 500 metros. Senão, precisaríamos ficar atentos com sua peripécia final.

It´s over, David. A F1 agradece.

P.s.: Coulthard será consultor da Red Bull ano que vem. Vamos ver no que isso vai dar. Risadas no paddock sim. Na pista, graças a Deus, não mais.



Escrito por Douglas Willians às 01h03
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